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China impulsiona cobre

Os mercados financeiros acordaram no passado dia 15 de março com a notícia da alta do cobre, na sequência do anúncio, por parte da China, de um plano de redução de impostos. O objetivo do governo chinês é combater a desaceleração econômica que tem vivido nos últimos anos. O IVA será reduzido de 16% para 13% já a partir do próximo dia 1 de abril.

Números da valorização nos mercados

Na London Metal Exchange (LME), o cobre a três meses subiu 0,42%. Em New York, a divisão de metais (Comex) via o cobre subir também, neste caso em 0,57%. Estas subidas explicam-se pelo fato de a China ser o maior consumidor mundial de cobre e outros metais, uma vez que é também um dos maiores produtores industriais do mundo. Antecipa-se mais produção e, por consequência, mais procura de cobre.

Tendência prolongada de desaceleração

Os números não enganam: o crescimento chinês vem desacelerando. Entretanto, continua sendo totalmente invejável para a maior parte dos países do mundo, que gostariam de ter uma taxa de 6% ao ano. Porém, essas taxas são mais possíveis em países onde exista uma grande quantidade da população fora do setores industrial ou de serviços e em que eles estejam crescendo também com grande força.

De qualquer forma, mesmo se essa taxa segue contribuindo para retirar milhões de chineses da pobreza e para afirmar o país enquanto grande potência mundial, o governo chinês está preocupado. Na primeira década deste século, taxas anuais de crescimento do PIB acima dos 10% eram comuns. Nesta década, isso já não aconteceu.

Guerra comercial com os Estados Unidos

Tudo isso acontece em meio ao cenário de guerra comercial com os Estados Unidos, que vem fazendo tremer um pouco a economia internacional. Fato é que o governo chinês vem dando sinais de estar aberto a negociações com o presidente Trump, nesta matéria – outro sinal de preocupação com a economia chinesa.